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Racismo na família

Pode parecer estranho falar em racismo na família, pois ser de uma família pressupõe que existam laços de consanguinidade e, portanto, compartilhamento genético.


Mas a verdade é que, as vezes, dentro da própria família se faz distinção entre os de pele branca, lourinhos e olhos claros – geralmente os preferidos ou tidos como bonitinhos – , e os de pele morena, cabelos encaracolados, traços menos afilados – geralmente os que recebem apelidos característicos.


Quantas pessoas, desde a infância, sofreram rejeição apenas porque eram “morenas”, a ponto de pensarem que não eram filhos biológicos e sim adotados? O racismo na família, e na sociedade, aponta para uma negação da história da constituição de nosso país, negação do nosso passado escravocrata e do fato de que trazemos em nossos genes nossos ancestrais africanos. O que queremos negar ao rejeitar consciente ou inconscientemente um membro familiar devido à cor de sua pele, seu cabelo ou fisionomia?


Façamos uma reflexão. Ao tratar de modo diferente, fazer brincadeiras, colocar apelidos discriminatórios, excluímos não só essa pessoa de nossa família, mas reproduzimos, em casa, o racismo estrutural.


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