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Seria o maior castigo, para qualquer ser humano, ser invisível e imortal?


Nós humanos, mamíferos e gregários aprendemos desde a tenra idade que nossa sobrevivência depende das relações, em que buscamos uma unidade na qual se estabelece uma reciprocidade entre o DAR e o RECEBER. Quando crianças, recebemos sustento, afeto e cuidados de nossos pais e retribuímos tentando corresponder às suas expectativas.


Ao longo do ciclo da vida essa relação vai se estabelecendo em nossos outros papéis (amizades, relacionamentos amorosos, relações sociais) onde, a todo o momento, buscamos significados na tentativa de reproduzir aquela unidade com nossos pais, gravada em nossa mente desde a infância.


A busca por esse encontro verdadeiramente amoroso se faz presente ao longo de nossa existência, portanto, o psicólogo Joan Garriga, em sua obra o Amor que nos Faz Bem, cita que: “Schopenhauer afirmava que a maior crueldade e o maior castigo concebíveis para o homem seria ser invisível e imortal ao mesmo tempo.”


Analisando a união desses dois estados, entendemos que: a invisibilidade nos impediria de sermos enxergados, reconhecido pelo outro; quanto à imortalidade, por mais preciosa que pareça ser, nos faria, ao longo desta vida “eterna”, não valorizar as relações tão efêmeras, e também testemunharíamos a perda sucessiva de pessoas queridas.


Como enfatiza Garriga: “Uma das necessidades mais profundas dos seres humanos é a de pertencer, de estar em contato, de se sentir unido amorosamente a outras pessoas.”


Dependemos desses encontros, um movimento naturalmente humano e eterno em nossas vidas.


Por isso, neste mês de junho, conhecido pela comemoração do dia dos namorados, abordaremos, entre outros temas, o relacionamento amoroso entre casais e o AMOR de um modo geral.

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